Projeto Saber Viver
O Projeto Saber Viver anunciado para acontecer nas areias da Praia da Costa (em Vila Velha) de 25 a 26 de junho passado foi adiado à pedido dos nossos parceiros para o mês de outubro.
Estaremos preparando com carinho ainda maior esta grande mobilização em favor de um viver saudável sem drogas e em breve divulgaremos a nova data. Estarão envolvidos a Secretaria Estadual de Justiça e a Prefeitura de Vila Velha entre outros patrocinadores.
Forças para Ajudar
A Sra. F casada com o Sr. K, procurou a APADD com a intenção de receber orientação profissional sobre como poderia ajudar o marido que era usuário de drogas, mas, no entanto, ele não tinha interesse em buscar tratamento e/ou abandonar o uso.
Ela relatou que por causa das drogas, o marido parou de trabalhar, abandonou as responsabilidades que possuía com a família e deixou de arcar com suas despesas particulares; diante desta situação a esposa passou a ocupar o lugar antes pertencente ao marido.
Sra. F. conta que em função da acomodação do marido, passou a ficar sobrecarregada, pois estava com a obrigação de organizar as despesas da casa e manter os gastos do marido com as drogas. F. acrescenta que o humor de seu marido oscilava entre momentos de agressividade e de melancolia; coloca que ela também estava adoecendo, como ele.
Iniciamos os atendimentos com a Sra.
F., momentos em que ela queixava-se, constantemente, com relação a falta de iniciativa do marido, sofria por ele não desejar algo para além das drogas e percebemos, em equipe, que ela realmente queria encontrar uma forma de convencê-lo a buscar ajuda.
No decorrer do processo terapêutico Sra. F. conseguiu falar sobre suas frustrações diante das tentativas que fez para ajudar o marido, sobre seu sentimento de impotência frente a situação e, também a partir deste momento ela começou a demonstrar mudanças.
Após este período demonstrava sentir-se menos responsável em ter que resolver o problema do marido com as drogas e, passou a avaliar a situação que vivia de forma ampla, pensando que atitudes precisava tomar; logo decidiu resolver a questão financeira, na tentativa de assegurar a manutenção do patrimônio da família; voltou a praticar atividades que lhe faziam bem e que ela havia abandonado para viver o problema do marido e sofrer por ele, por exemplo: voltou a frequentar as reuniões da Igreja, de onde saia fortalecida quando ia, voltou a fazer caminhadas, a trabalhar, mas respeitando seus próprios limites e outras.
Estas mudanças fizeram com que a dinâmica familiar mudasse, o foco de Sra. F. deixou de ser a dependência do marido e passou a desejar e a traçar novos objetivos. A partir deste novo contexto que se colocava, o marido também percebeu que existia algo mais importante a ser alcançado, que era a manutenção da família; foi então neste momento que Sr. K aceitou algumas das alternativas de ajuda oferecidas pela esposa meses antes.